Monthly Archives: Janeiro 2013

A vida de … Pi !

Cartaz de “A vida de Pi”. A princípio, quando vi, pensei que se tratava de “Calvin hindu e Hobbes”.

Estou a escrever estas linhas mal acabado de chegar a casa depois de ter visto no cinema o filme “A vida de Pi”. Há duas semanas, quando se deu o trágico episódio da violação e rapto da jovem rapariga indiana e do seu namorado por um grupo de homens violentos usando um autocarro, ouvi pela primeira vez falar desta filme, que teria sido a última coisa que o desafortunado casal teria feito antes de ter sido aboradado na rua à saída do cinema pelo grupo de abusadores. Houve quem tentasse estabelecer relação entre a história do filme e o acontecimento que sucedeu na vida real, e eu apanhado nesse enigma o que é o mais recente filme do conceito realizador chinês Ang Lee – o mesmo de o Tigre e o Dragão e Hulk (para citar os que me deixaram impressão mais indelével na minha memória) – fui é claro, saber mais a respeito do filme. Devo confessar que mal li o resumo da história no Cinecartaz do Público – a história de um rapaz indiano e como consegue sobreviver ao naufrágio conjuntamente com um tigre – , fiquei logo tentado em ir comprar o bilhete e ir ao cinema, mas mesmo assim resisti a tal vontade quando me deparei com críticas menos boas por parte dos críticos do Cinecartaz do Público. Mesmo assim, e como não tinha nada mais para fazer na noite do sábado e decidi arriscar, e fui mesmo ver o filme.
Pois bem, e devo dizer que agora que estou aqui sentado a escrever estas linhas, penso que se o filme tivesse quatro horas, eu era capaz de ainda estar na sala neste preciso momento!
A sensação que fiquei do filme é a mesma que tenho perante filmes como Matrix , de que vão passar vários dias até conseguir que toda a história seja plenamente digerida (por outras palavras: “que a poeira assente”) pela minha massa cinzenta. A história está longe de ser simples, mas veio-me à memória clássicos como as Viagens de Gulliver e Robinson Crusoe.
O filme é realmente agradável de se ver e a sua história “pega” logo desde o princípio, tendo em conta que, para quem gosta bastante de animais e tem uma atitude contemplativa perante a vida – para além de ser admirador confesso das culturas indianas – tudo foram ingredientes para fabricar o doce deste bolo que revelou ser este filme.

A aparição breve do mais recente cidadão russo que, apesar de não passar mais de três minutos, tem um efeito que só se apercebe no volte-face final, mais os extraordinários efeitos especiais (todos os animais foram gerados por computador), tornam o jovem protagonista (Pi) perto de ser mais um novo Buda que outra coisa qualquer. Aliás, a colagem é muito grande. Mas, apesar de tudo, recomendo o filme para jovens, pois a história não deixa de ser comovente, de tal forma que tenho vergonha de confessar que houve momentos da história em que não me contive e lá verti aquela lágrima.

Como tinha dito atrás, este filme, uma hora depois de ter saído da sala de cinema, ainda se me encontra a deixar uma impressão bastante vívida no interior da minha mente. Só espero que contribua para me dar sonhos felizes, porque tenho andado ultimamente muito cansado.

 

Adeus meu querido…

… rato. Recupero este blog meses passados sobre o meu último artigo, para dar conta de que o meu querido rato Logitech, sem fio chegou ao fim de uma jornada de 8 anos na minha posse. Ao longo deste tempo acompanhou-me desde o fim do meu curso, pela minha carreira profissional de cinco anos em Lisboa e mais recentemente aqui em casa.
Ao fim de todo este tempo foi ligado (não vou dar claro, é conta de todos os portáteis em que ele esteve ligado!) em três portatéis meus diferentes – desde dois ASUS (um já deu o berro!) – até ao meu último, que ainda está em minha posse, um Macbook.

O meu velho rato, a fazer 8 anos... o que vou agora fazer sem ti !?

O meu velho rato, a fazer 8 anos… o que vou agora fazer sem ti !?

Durante todo esse tempo, e como era um rato sem fios cujo conector USB não precisava de pilha, teve outras utilizações que não tinham muito a ver com o facto de ser o rato de um computador, mas outras, desde telecomando quando ligava o portátil à televisão para ver filmes ou mesmo como ponteiro de apresentações – ainda me lembro que foi com ele que passava entre slides – com a ajuda de simples clique esquerdo – na apresentação do meu projecto de final de curso!
Em Lisboa, e por todos os lugares por onde passei – e sempre que a empresa emprestava um portátil, eu lá preferia continua a levar este meu rato comigo na mala de casa para o trabalho (preterindo o rato que era fornecido pela minha empresa), uma vez que a própria Logitech oferecia uma bolsinha para guardar lá dentro e nele eu punha sempre pilhas recarregáveis prontinhas a substituir as que se iam descarregando! Aliás, foi graças a este rato que eu comecei a ganhar o hábito de usar pilhas recarregáveis, deixando se usar das outras…
Ontem, comecei a estranhar porque motivo o ponteiro do cursor no écrã já não tinha a mesma fluidez, pensei , seria das pilhas !? Não, não podia ser, porque o mesmo comportamento manteve-se, e foi tal e qual o mesmo experimentando noutro computador!
Veredicto final: só podia mesmo ser do coitado do rato! Vai-me custar mesmo muito separar deste rato, mesmo sabendo que irei comprar outro igual mais barato (na altura, quando comprei este, custou 50 €!), tendo em conta tudo aquilo que este ‘menino’ me acompanhou. Mas estou a bater certo da cabeça, estou a desenvolver sentimentos com uma reles peça de electrónica !? Bem, há gente que desenvolve grande estima por carros… enfim, deverá haver também mais exemplos do género, mas agora não me recordo… resta-me decidir o que vou fazer com o ‘cadáver’ deste rato. Enterrá-lo não, talvez vá fazer o funeral dele na minha gaveta-cemitério de electrónica aqui em casa. Vai ficar a fazer companhia a motherboards queimadas, CPUs Pentium III, ventoinhas gastas, etc….