A vida de … Pi !

Cartaz de “A vida de Pi”. A princípio, quando vi, pensei que se tratava de “Calvin hindu e Hobbes”.

Estou a escrever estas linhas mal acabado de chegar a casa depois de ter visto no cinema o filme “A vida de Pi”. Há duas semanas, quando se deu o trágico episódio da violação e rapto da jovem rapariga indiana e do seu namorado por um grupo de homens violentos usando um autocarro, ouvi pela primeira vez falar desta filme, que teria sido a última coisa que o desafortunado casal teria feito antes de ter sido aboradado na rua à saída do cinema pelo grupo de abusadores. Houve quem tentasse estabelecer relação entre a história do filme e o acontecimento que sucedeu na vida real, e eu apanhado nesse enigma o que é o mais recente filme do conceito realizador chinês Ang Lee – o mesmo de o Tigre e o Dragão e Hulk (para citar os que me deixaram impressão mais indelével na minha memória) – fui é claro, saber mais a respeito do filme. Devo confessar que mal li o resumo da história no Cinecartaz do Público – a história de um rapaz indiano e como consegue sobreviver ao naufrágio conjuntamente com um tigre – , fiquei logo tentado em ir comprar o bilhete e ir ao cinema, mas mesmo assim resisti a tal vontade quando me deparei com críticas menos boas por parte dos críticos do Cinecartaz do Público. Mesmo assim, e como não tinha nada mais para fazer na noite do sábado e decidi arriscar, e fui mesmo ver o filme.
Pois bem, e devo dizer que agora que estou aqui sentado a escrever estas linhas, penso que se o filme tivesse quatro horas, eu era capaz de ainda estar na sala neste preciso momento!
A sensação que fiquei do filme é a mesma que tenho perante filmes como Matrix , de que vão passar vários dias até conseguir que toda a história seja plenamente digerida (por outras palavras: “que a poeira assente”) pela minha massa cinzenta. A história está longe de ser simples, mas veio-me à memória clássicos como as Viagens de Gulliver e Robinson Crusoe.
O filme é realmente agradável de se ver e a sua história “pega” logo desde o princípio, tendo em conta que, para quem gosta bastante de animais e tem uma atitude contemplativa perante a vida – para além de ser admirador confesso das culturas indianas – tudo foram ingredientes para fabricar o doce deste bolo que revelou ser este filme.

A aparição breve do mais recente cidadão russo que, apesar de não passar mais de três minutos, tem um efeito que só se apercebe no volte-face final, mais os extraordinários efeitos especiais (todos os animais foram gerados por computador), tornam o jovem protagonista (Pi) perto de ser mais um novo Buda que outra coisa qualquer. Aliás, a colagem é muito grande. Mas, apesar de tudo, recomendo o filme para jovens, pois a história não deixa de ser comovente, de tal forma que tenho vergonha de confessar que houve momentos da história em que não me contive e lá verti aquela lágrima.

Como tinha dito atrás, este filme, uma hora depois de ter saído da sala de cinema, ainda se me encontra a deixar uma impressão bastante vívida no interior da minha mente. Só espero que contribua para me dar sonhos felizes, porque tenho andado ultimamente muito cansado.

 

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