Pois Trump ganhou, mas … e agora !?

Donald Trump voltou a surpreender uma vez mais, e depois de uma corrida presidencial que durou um ano e onde conhecemos este personagem caricatos e os media americanos nos ensinaram a recear, após tanta fleuma lançada pela campanha de Hillary Clinton sobre se o homem era um machista insensível, racista e xenófobo, acaba vencendo as eleições. Este indivíduo, que prometeu reverter o apoio aos acordos internacionais de combate às alterações climática considerado-as como um artefacto para minar o crescimento económico americano, desinvestir no apoio financeiro à NATO, impedir qualquer muçulmano de entrar no país e, finalmente, naquela que foi a mais propalada medida, construir o tal muro na fronteira com o México, e que promete vir a ser o maior muro da história da Humanidade, só batido pela Grande Muralha da China.

Quem perdeu ? Não foi só Hillary, que subestimou os republicanos convencida que o seu triunfo era inevitável, foram também os próprios “media” americanos que durante estes últimos três meses, colocaram a campanha eleitoral americana na atenção mundial com a mesma a merecer competir com enredos de novelas sul-americanas. Praticamente todas as sondagens revelavam o mesmo resultado: a tal vitória inevitável de Hillary Clinton. Não houve nenhum órgão de comunicação oficial estado-unidense que não manifestasse o seu apoio a Hillary, periódicos americanos com tradição centenária de apoiar os republicanos deram por si a recomendar o apoio a Hillary ? Agora, depois deste desfecho inesperado, a pergunta impõem-se ? As medidas prometidas por Trump vão ser realmente concretizadas ? Não sabemos, e provavelmente ele irá esconder o jogo nos próximos dois meses que se seguem: o mundo vai ficar em suspense até depois do Natal e do Ano Novo. A eleição de Trump é, a não ser que haja algo de mais extraordinário (existirá algo de mais notável do que a vitória de um candidato contra praticamente todas as sondagens?), o acontecimento mundial do ano (para mim, pessoalmente, a atribuição do prémio Nobel da Literatura a Bob Dylan é o facto do ano). Todas as previsões para o novo ano irão ser, inevitavelmente obscurecidas pelo cumprimento das promessas do controverso candidato republicano no dia 20 de Janeiro, dia do seu discurso de “Inauguration” (como gostam de dizer os estado-unidenses). A Europa, receosa de quais sejam as reais intenções de Trump, apressou-se e, ainda antes da sua tomada de posse, a solicitar uma cimeira transatlântica para esclarecer as dúvidas. O que é certo, é que Trump teve privilégio, sendo ainda apenas candidato, de ser recebido como se já fosse presidente de facto numa visita inesperada, convidado pelo presidente do México, e da qual este último se saiu muito mal. Foi um óptimo ensaio para alguém como Trump, sem qualquer experiência como estadista.
Como irão agora reagir os mesmos media americanos que condenaram, logo desde o seu início a candidatura do “magnate” republicano !? Mantendo a sua coerência, irão, desde logo, pretender continuar a criticar acerrimamente o presidente Trump em qualquer medida que venha a tomar ?
Trump vai esconder o jogo durante os próximos dois meses, e o mundo não vai aguentar tanto tempo de suspense. As previsões de qual venham a ser as verdadeiras medidas de Trump pós-eleição, nem mesmo as mais optimistas para o ano novo irão ser completamente manietadas resultado desse suspense impossível de aguentar.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s