Os Medici (2ª temporada)

Já aqui escrevi a respeito da série Médici na 1ª temporada. Tive agora oportunidade de ver a segunda, e não fica atrás da primeira. Na segunda vemos o princípio da chegada ao poder daquele virá ser considerado o mais notável dos Médici, Lourenço o Magnífico (Lorenzo the magnificient), neto de Cosmo de Médici (Cosimo I), que foi o protagonista principal da 1ª temporada.
Nesta temporada, uma vez mais vão ser os Pazzi a disputarem o poder político da República de Florença com os Médici, representado por Lourenço e seu irmão Juliano (Giuliani) e as conspirações urdidas entre estes arquirivais para controlarem os respectivos e as ligações de poder de cada uma destas famílias com Milão e o Vaticano. Entretanto, uma irmã dos Médici irá ter uma relação secreta com um dos Pazzi, o que levará ao desfecho inesperado, ao estilo de um Romeu e Julieta.

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Mais um “Dune” a caminho !?

Uma das mais épicas sagas de ficção científica, ao lado de Fundação e Império de Isaac Asimov, e menos conhecidas para o grande público é a série Dune, de Frank Herbert. Numa única história o escritor americano conseguiu misturar política, religião, ecologia, amor e redenção. Premiado duplamente no Hugo e no Nebula, os dois galardões de literatura de ficção científica mais conhecidos do mundo). O autor de 2001 – Odisseia no Espaço Arthur C. Clarke diria que Dune está para a ficção científica (em papel) como o Senhor dos Anéis está para a Fantasia. É bem conhecida a inusitada primeira adaptação do conceituado David Lynch de 1984, e onde “estrelaram” Kyle McLachlan no papel de Paul Atreides (o personagem principal (onde desempenhou o seu primeiro papel sob a batuta deste realizador, continuando mais tarde com Veludo Azul e Twin Peaks) e Gordon Sumner (aka Sting) no papel de Feyd Von Harkonnen (o duelo final com adagas é o clímax do filme) e Patrick Stewart no papel de Gurney Halleck, financiado por uma família de produtores de Holywood, os De Laurentis. Como a adaptação de Peter Jackson d’O Senhor dos Anéis, Lynch condensou a história do primeiro livro em 2 horas e pouco, saindo mais tarde a título oficioso uma versão longa de três horas dirigida por Alan Smithee (um nome fantoche usado em Holywood quando um realizador não quer ver o seu nome nos créditos da nova edição).
Em 2000, o Sci-Fi Channel fez uma mini-série de 3 episódios sob o primeiro livro, continuando depois com outra mini-série do mesmo número de episódios em Children of Dune (que condensa no argumento os volumes 2 e 3 da saga literária), em 2003, onde entre outros, temos um James McAvoy a revelar-se como actor de princípio de carreira no papel do filho de Paul, Leto II Atreides. Fiquei muito agradado ao saber que temos mais uma adaptação do primeiro livro para o grande écrã prevista para 2020, desta vez dirigida pelo franco-canadiano Dennis Villeneuve (que realizou o último Bladerunner 2049). Para já, quanto ao elenco, apenas se conhecem rumores.

Paul Atreides (Kyle McLachlan) e Feyd Harkonnen (Sting) no clímax da versão de David Lynch de 1984

Sou fã incondicional da série desde a primeira hora, que começou quando vi o filme de Lynch por volta de 1997, e me levou mais tarde a encomendar directamente na Bertrand de Faro o primeiro livro em inglês que li integralmente, seguido por Dune Messiah e God Emperor of Dune (aqui, adquiri a versão brasileira do livro, O Deus Imperador de Duna).

O vídeo do Youtube que se segue (em inglês) é uma história breve das várias tentativas de adaptação ao grande écrã do grande clássico de Herbert.

A pneumónica e a guerra

De facto sempre me fez confusão o facto de a I Grande Guerra terminar em 1918, que foi o mesmo ano em que ocorreu a primeira (e única) grande pandemia com expressão global na última centúria de anos. Parecia-me que os dois factos não podiam passar ao lado um do outro. Por um lado, milhares (senão dezenas ou centenas de milhares) caíam nas trincheiras da Frente Ocidental ou noutras frentes de combate menos referidas e ao mesmo tempo a população civil era dizimada em países neutros, longe de qualquer frente do conflito. Na medida em que falar a respeito da ocorrência da pandemia se tornou alvo de censura de forma que essa notícia não fosse aproveitada como uma vantagem a ser explorada de forma militar e o facto dessa lacuna de informação ajudou ao espalhar da própria pneumónica. E o próprio facto de ela ter sido baptizada de “gripe espanhola” ter sido pelo facto de ter vindo ao corrente da imprensa num país neutral que não estava preso pela necessidade de não comunicar uma desvantagem a um inimigo. De facto, a guerra (ou melhor, a própria Humanidade) e o vírus H1N1 estiveram de mãos dadas, de acordo com o que esta série de vídeos do Youtube do canal Extra Credits relatam em seis episódios.

Milhares de soldados pereceram no transporte no mar em navios e em terra em comboios antes de chegarem aos lugares de combate e no fim, quando a multidão se juntou para celebrar o fim da guerra, isso foi mais uma vez a causa para uma ressurgência.

The 1918 Flu Pandemic (“Flu” em inglês é a abreviatura de “Influenza” (gripe em inglês))

O imperador que quebrou o maior segredo da China

Justiniano, o imperador bizantino que se tornou célebre por fazer ressurgir a cultura romana via Oriente, após o ocaso de Roma, governando o Império Romano do Oriente a partir de Constantinopla, terá sido responsável por um dos primeiros casos documentados e com sucesso de espionagem industrial: como conseguiu extrair dos chineses o segredo do fabrico da seda.
Aproveitando um período de desunião do Império do Meio, Justiniano enviou dois emissários à China para entender como se fabricava o precioso tecido, um segredo fechado a sete chaves desde tempos milenares na China.

É o que explica esta animação da canal do Youtube Kings and Generals, na qualidade a que já nos habituou (discurso em inglês).

A “Igreja de Santa Maria do Castelo” por Carla Varela Fernandes

A Igreja de Santa Maria do Castelo de TaviraA Igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira by Carla Varela Fernandes
A minha classificação: 5 of 5 stars

A autora esforça-se por dar a conhecer todas as épocas históricas e os vestígios que cada uma deixou neste monumento como testemunho de uma amálgama de todas as épocas históricas vividas pela cidade desde o domínio muçulmano até à última intervenção há 200 anos. Confesso que fiquei a respeitar mais e valorizar mais a igreja matriz de Tavira depois de terminar a leitura deste livro emprestado da Biblioteca Municipal.

Ver restantes críticas de livros que li