O acordado

Porque é o tempo “passa” mais depressa à medida que envelhecemos !?

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É subjectivo estar dizer isto, pois claro, cada um tem um cérebro diferente dos outros, mas nos aspectos essenciais o modo básico de funcionamento de cérebro é idêntico em toda a gente. Se os impulsos visuais provenientes dos sensores ópticos da retina formarem menos imagens à medida que vamos envelhecendo, parece plausível assumir que o tempo passará cada vez mais depressa. O exemplo da retina não é aplicável para invisuais, mas penso que o mesmo se aplica a todos os restantes “sensores” do nosso corpo: poderá não ser as células  sensoriais que são estimuladas por factores externos como os cones e bastonetes da retina, os sensores da bigorna e estribo do ouvido médio, os receptores de todo o tipo (toque, calor) presentes na pele, as papilas gustativas na língua, os receptores olfactivos. Todo a imagem do nosso mundo é dada de uma forma integrada no nosso cérebro proveniente de pontos de recolha de informação que são as nossas células sensoriais. Se elas começarem a registar menos informação por unidade de tempo, logicamente o “tempo subjectivo” irá acelerar. À medida de que envelhecemos, este “tempo subjectivo” será percepcionado da mesma forma como deixar-nos levar pelo nosso pelo  ao descer a encosta de uma montanha, ou levar pela corrente de um curso de água. Mais e mais acelerado será à medida que aproximamos do fim. É o que acredita o professor romeno Adrian Bejan da Universidade de Duke, de acordo com um artigo publicado no jornal científico European Review, e revisto neste artigo site de notícias de ciência quartz.com (em inglês) .

Physics explains why time passes faster as you age

O artigo original está publicado online aqui.

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