“The White Princess”

Mantenho o título no original porque parece que esta série britânica ainda não foi transmitida em Portugal. Relata a história de Isabel de Iorque (no original, Elizabeth of York), que tem de casar com Henrique Tudor (depois Henrique VII, não confundir com o filho Henrique VIII, o das seis esposas) , o vencedor da batalha de Borsworth Field, perto de Leicester – onde derrotou e matou o último rei da casa de York Ricardo III – para terminar com um longo feudo de trinta anos de guerras entre as casas de Lencastre e Iorque – a Guerra das Duas Rosas – pelo trono inglês. Uma donzela e um casamento dinástico como pacto político entre dissidentes de York e os sobreviventes seguidores dos Lencastre para trazer de volta a paz e a união à Inglaterra de fins do século XV, após a derrota na Guerra dos Cem Anos com a França. Elisabeth vai tentar contra a sua vontade não se deixar cercear pelo seu esposo o jovem Henrique Tudor mas a sua premissa inicial acaba por ser traída pelo amor que vai sentir pelo marido e filhos. Pelo meio, a mãe, a antiga rainha consorte Elizabeth Woodville, vai continuar a conspirar contra a filha e o novo genro servindo-se dos poucos fiéis à casa de York que ainda sobram.
Esta série de 2017 foi produzida por canal Starz como sequela à série The White Queen, já aqui abordada. A fidelidade para com a sua família do origem (os York) e a sua nova família que vai constituir, resultante dos filhos que vai gerar (os Tudor) e o amor que mais tarde desenvolver para com o rei deixa Elisabeth no conflito entre as duas casas que parecia não querer sossegar um país permanentemente em conflito durante todo o século XV.

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O príncipio dos Ancestrais Idênticos – Video “São todos os europeus descendentes de Carlos Magno !?”

Esta pergunta vem no mesmo sentido de responder a uma dúvida levantada há anos num artigo de imprensa de que todos os portugueses seriam descendentes do nosso primeiro rei. Aqui a questão é respondida por um canadiano de Vancouver que fala o que afirma ser o “princípio dos ancestrais idênticos” proposto pelo matemático Joseph T. Chang da Universidade de Yale. Com base nos diagramas genealógicos que publica no seu site usefulcharts.com (passo a publicidade), ele cita alguns artigos deste matemático, chegando ao que chama de “princípio dos ancestrais idênticos”, e que se baseia em três premissas:

  1. O número de antepassados aumenta exponencialmente à medida que vamos recuando no passado
  2. Algum dos nossos antepassados tem um grau de parentesco com o seu cônjugue (o que faz com que a premissa anterior não se cumpra na sua plenitude). Isto é, descobrimos nos nossos “costados” uma pessoa que é a mesma que aparece noutro “ponto” da “árvore de antepassados”.
  3. Todas as pessoas do planeta estão ligadas entre si apenas por 6 “relações” (princípio dos 6 graus de separação). Isto é, para chegar até si, tenho um amigo de um amigo de outro amigo que é amigo de outra pessoa que tem um amigo que esse sim é seu amigo. Algo que está demonstrado pelas redes sociais.

O número de antepassados estimado tendo em conta as premissas anteriores, e recuando tempo suficiente, será sempre superior ao total da população humana do planeta para essa época. Daí que podemos muito bem sermos descendentes, nós os Europeus, do imperador franco Carlos Magno. Temos a certeza que ele era antepassado de Afonso Henriques.

Vídeo abaixo (em inglês) com os links na descrição para as publicações científicas que sustentam a hipótese.

The White Queen

Esta série produzida pela BBC em colaboração com o canal Starz, relata a história de 3 damas no período da História de Inglaterra conhecido como “Guerra das Rosas“. Composto por uma temporada em dez episódios, condensa três livros da autora Philippa Gregory : “A Rainha Branca”, “A Rainha Vermelha” e a “Filha do Fazedor do Reis” (king-maker), Richard Neville, conde de Warwick – e que correspondem às personagens históricas Elizabeth Woodville Rivers, Margaret Beaufort Tudor e Ana Neville . Todas as três foram rainhas consorte de Inglaterra , tratando-se de uma história contada pela perspectiva do sexo feminino. São poucas as imagens de recriação de batalhas, centrando-se a acção no romance, casamento, família e intrigas palacianas. Elizabeth Woodville casa-se secretamente com o rei Eduardo IV de Iorque, enquanto Margaret Beaufort é mãe do futuro rei Henrique VII, e fundador da dinastia Tudor, e Anna Neville a esposa do malogrado Ricardo de Iorque, irmão mais novo de Eduardo, depois rei como Ricardo III.

Pelo meio, um pouca de fantasia, com magia negra, com Elizabeth Woodville, pelo facto de ser filha de Jacqueline do Luxemburgo, cuja casa afirma ter origens lendárias na “fada” Melusina, uma criatura fantástica semelhante à “mãe de Grendel” que aparece na epopeia de Beowulf (história que por sua vez tem semelhanças à lenda ibérica medieval da “Dama Pé-de-Cabra“).

Para a história da Guerra das Rosas ficam os capítulos finais com o assassinato dos príncipes da torre que levou à tomada do trono por Ricardo III e a tragédia final da sua derrota e morte na Batalha de Bornsworth, uma história que só seria concluída 520 anos mais tarde, com a descoberta do corpo do último rei da casa de Iorque num parque de estacionamento perto de Leicester, e que levou à sua morada final, em enterro real, na Catedral de Leicester.

Fonte: The White Queen Wiki | FANDOM powered by Wikia