Comércio | Bruxelas não quer guerra comercial, mas prepara armas contra Trump | PÚBLICO

Os Estados Unidos, maior potência económica mundial e militar mas que não tem que não sistema nacional de saúde gratuito, nem férias pagas, é representado por um homem que provavelmente reflecte a vontade de uma tendência ideológica dentro da própria nação. “Cada um tem aquilo que merece” – alguns dizem. E eu faço essa pergunta : um país como os EUA, tem um presidente que merece !? À luz da história, Trump é um homem qualificado para representar os Estados Unidos !? Todos sabemos demais a resposta a essa pergunta quando este indivíduo vem propôr que os professores comecem a usar armas nas escolas, ideia que qualquer indivíduo com mínimo de civismo imediatamente repudiaria.
E agora chegou a vez de querer iniciar uma guerra, uma “guerra comercial” ao que dizem, não sei qual foi o ataque de que os Estados Unidos estão a ser alvo para quererem declarar semelhante medida com tarifas aduaneiras sobre matérias primas.
A “União Europeia”, que Trump está convencido que tem os dias contados, e cuja primeira machadada foi dado pelos ingleses com a vitória do sim no referendo do Brexit, acha tudo “normal” e imediatamente foge às questões que levam o assunto para a complexidade da questão, temas que obviamente sabemos ele não domina.
O discurso deste homem, apesar de parecer previsível, é de uma extrema perigosidade, pois está a criar divisões entre uma aliança transatlântica (atenção Canadá e México não alinham pela mesma ideia!) que perdurou 70 anos.
Vencedores !? Todos perderão ! No fim, o que poderá acontecer e espero que isto não seja um vaticínio, é ver os arrogantes americanos que puseram aquele homem idoso que não mede as consequências das suas acções verem talvez a sua nação descolar do posto que ocupa, para outro país, acho que todos sabemos qual.

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Os mongóis : A Expedição de Subudei na Europa de Leste: as Batalhas do Rio Kalka (1223) e Legnica (1241)

A expedição do general mongol Subedei (inglês Subutai), adido de Gengiscão no Cáucaso e os primeiros contactos dos mongóis com os comerciantes da República de Veneza nos portos da Crimeia, que de certo modo, foi o prenúncio da viagem épica de Marco Polo à China neste video do belo canal de Youtube sobre batalhas históricas Kings and Generals. Subedei derrotou os russos, os polacos e os húngaros e preparava-se para invadir o que é hoje a Alemanha quando Ogudei, filho de Gengiscão morreu e foi obrigado a regressar às províncias orientais para esmagar uma revolta. A Europa cristã safou-se de um invasor oriundo das estepes asiáticos, como os hunos haviam sido 800 anos antes. Os vídeos são todos em inglês.

NRA-TV

John Oliver, comediante inglês radicado nos States, e ‘hoster’ do Last Week Tonight da cadeia NBC, decidiu fazer um ‘sketch’ à volta dos conteúdos do canal TV da NRA (NRATV) no seu programa, e mostrar a “doutrina” da NRA em incentivar a venda de armas, ou melhor, vulgarizar o uso de armas nos “States”. Muitos destes conteúdos aqui na Europa seriam imediatamente “censurados” por promover a vulgarização e desresponsabilização no porte de armas. Desde encorajar as mulheres a usarem armas semi-automáticas mas, acima de tudo, conteúdo orientado para incitar o medo em cada espectador deste canal, para claro, já sabes o fim comercial. No fim, muitos conteúdos, visto sob o prisma de um humorista são indiscriminadamente conteúdos do mais risível que se possa encontrar, mas por outro lado, são perigosos para a sociedade, porque vulgarizam e desresponsabilizam o uso de armas. John Oliver, como sempre, consegue como humorista, ser sério, crítico, divertido e didáctico ao mesmo tempo.

Por que ler “O Príncipe”?

maquiavel

“Quero ir para o Inferno, não para o Céu. No Inferno, gozarei da presença de papas, reis e príncipes. No Céu, só terei por companhia mendigos, monges, eremitas e apóstolos”

Maquiavel, O Príncipe

Muitas mais citações maravilhosas podem ser descobertas nesta obra…

 

Arena Literária

Presente na nossa linguagem o termo Maquiavélico para designar algo ou alguém que não mede meios para chegar aos seus fins ou alguém de conduta fria e imoral, a história dessa figura é interessante para todo aquele que busca entender melhor a política e o pensamento do mundo Renascentista.

Hoje conhecido como pai da ciência política, Nicolau Maquiavel ou Niccolò Machiavelli, nasceu em Florença no dia 3 de maio de 1469, filho de advogado com limitados recursos, Maquiavel iniciou sua carreira pública em 1494, época em que os grandes Médici haviam sido expulsos de Florença e a cidade havia se tornado uma república. Os Médici só foram retornar a cidade em 1512, durante os 18 anos, Maquiavel exerceu cargos diplomáticos que lhe proporcionaram grande experiência acerca da política e da natureza do poder, todavia, sua maior experiência deve ter sido em 1502 numa missão em Senigallia junto a César…

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O Desastre de Tânger (1437)

A ePainel dos Cavaleirospopeia portuguesa das Descobertas não conheceu apenas episódios maravilhosos e com finais gloriosos a favor dos portugueses. Um dos episódios que passou á história como dos maiores fiascos das pretensões portuguesas em conquistar o Alengarve (O Al Gharb de África – Marrocos) foi a malograda expedição de conquistar a poderosa cidade de Tânger em 1437, liderada pessoalmente desde o princípio pelo Infante D. Henrique. Acabou mal a história ainda antes de começar, e põe em causa a imagem criada pela propaganda do Estado Novo  como o Infante D. Henrique como sendo o único e grande mentor pela nossa “Gesta marítima” dos Descobrimentos. Ideia essa que ainda sobreviveu umas boas décadas após o 25 de Abril e só foi revista nos manuais de História recentemente.

Encontrei um artigo na Wikipédia em inglês bastante completo sobre os eventos de Tânger em 1437, que contam a história real em redor da personalidade ávida do Infante e duque de Viseu, na base de uma mentalidade feudo-medieval sedenta de conquistas, terras e cruzadas.

Não cedi à tentação de traduzir o artigo na sua completude para o idioma de Camões. Não sendo historiador de formação, deixo aqui o link para a minha colaboração pessoal, que relata a verdadeira história por detrás da lenda do Infante Santo. Espero que a minha tradução não deixe gente de boca aberta por algumas gralhas gritantes que surjam na tradução.

Links:

 

 

Os Espiões em Portugal na segunda guerra

Irene Pimentel, historiadora que estudou as redes de espionagem na segunda guerra mundial, e a relação delas com a nossa PIDE. Alguns pormenores como a estratégia de Salazar para com as potências beligerantes são também reveladas. Espiões de renome internacional como Garbo passaram por cá. Todos referem que o Casino Estoril era local de encontro desta gente.

  1. Episódio 1 na Quinta Essência da Antena 2
  2. Episódio 2

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Terminei de ler “1189: Último Massacre” de Nuno Campos Inácio 

1189: Último Massacre1189: Último Massacre por Nuno Campos Inácio

Avaliação no Goodreads: 5 of 5 stars

É-me um bocado complicado em poucas palavras falar deste romance histórico. Numa frase, a trama essencial é a visita de um monge cristão escandinavo guiado por um agricultor judeu habitante em Silves para poder traçar um mapa das regiões a conquistar pelo exército cristão da 3ª Cruzada que pára em costas algarvias ao serviço do rei português para conquistar o Barlavento Algarvio. Ao longo de 250 páginas, Nuno Campos Inácio descreve a costa algarvia sul de Sagres a Faro. A riqueza de detalhes é o resultado de uma extensiva pesquisa bibliográfica de que o número de entradas na bibliografia faz caso. Apesar do rigor de querer mostrar os termos usados na arte militar da época em todos os lados, obviamente não posso deixar de lado a crítica imanente ao Cristianismo. Sendo agnóstico e laico, não reajo de forma emotiva às ideias propaladas no livro que já serão do conhecimento geral porque o livro de Dan Brown “O Código Da Vinci” faz alusão à história da relação de Jesus com Maria Madalena que por sua vez é referido no Evangelho apócrifo de Filipe, o autor segue a mesma ideia e desenvolve-a, pondo de lado discussões sobre as bifurcações que o Cristianismo primitivo teve e o seu enquadramento nos acontecimentos da época. Achei no entanto deliciosa a ideia do primitivo povo cúnio, anterior à conquista romana, ainda subsistir quais “índios” no meio dos mouros.
De qualquer forma, o livro não vale pelo título que ostenta, pois o massacre é descrito apenas nos últimos capítulos. Todo o livro devia chamar-se era “Viagem pelo Al-gharb, na perspectiva de um cristão”.
Não entendi a intenção das ideias do autor do prefácio e de que maneira o mesmo se encaixa com o enredo sob uma possível luta milenar entre adoradores do sol e da lua. Pareceu-me solto do enredo.
Dar uma visão de todo e contar todos os pormenores e detalhes de uma época dá muito trabalho, é por isso que o género de “romance histórico” é difícil. O autor tem a sua liberdade criativa bastante mais restringida, porque no fundo o que ele faz, como se fosse um pintor, é acrescentar uns pormenores aqui e ali quando a maior parte da moldura e da ideia da época já são mais que definidos. Assim, o autor e por consequência o narrador vai ter de dar muita informação a respeito de todos os detalhes “já definidos”.
De qualquer forma, no global, gostei, só tive pena que o ponto mais leste que a viagem do monge nórdico tivesse terminado por Al-Harum (Faro) e não tivesse chegado cá para os meus lados, eu que sou de Tavira :).

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