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As duas Batalhas de Lutzen

Não existem muitos lugares que tiveram oportunidade de ser palco de batalhas em duas guerras diferentes. Um deles foi Lutzen, actual pequena localidade de 8000 habitantes situada na antiga Alemanha de Leste, teve algo que dificilmente chamar de “sorte” – se é que podemos falar em tal – em dois momentos distintos da história do velho continente, separados entre si de pouco menos de 200 anos.As duas batalhas de Lutzen

A primeira Batalha de Lutzen teve lugar em 1632 e foi uma das mais importantes da 3ª fase (também chamada “fase sueca”) da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), um dos mais devastadores conflitos na Europa após a adopção geral da artilharia e armas baseadas na pólvora. Considerado o último conflito de índole religiosa no velho continente, teve sempre como a potência a derrotar o que então se auto intitulava de “Sacro Império Romano” (uma espécie de “Império Romano” consagrado pelo Papa e que controlava grande parte do actual centro da Europa). Nessa altura, a casa de Habsburgo, desde Carlos V, ao mesmo tempo imperador e rei de Espanha, era a casa real destes imperadores, mas a adopção do Luteranismo pela maior parte dos súbditos do Império colocava o Imperador católico em conflito com os príncipes líderes locais e regionais. Vários países se foram arrevesando uns aos outros durante este conflito, sempre em mente diminuir o Poder Imperial dos Habsburgos, que tinham o suporte dos reis de Espanha (os nossos “Filipes” em Portugal), seus parentes de outro ramo da casa de Habsburgo. Portugal participou de forma indirecta nesta guerra, no lado dos Habsburgo, uma vez que era parte integrante dos domínios desta casa desde 1580. Mas voltando à referida batalha, nela pereceu talvez o mais celebrado líder durante toda a guerra, o rei sueco Gustavo II Adolfo, cujas inovações a nível da artilharia de fogo móvel foram decisivas pelo seu sucesso e avanço no interior de território que é a actual Alemanha… apesar da morte do seu líder, as forças por si lideradas prevaleceram na batalha, acabando por vencer.

Em 1813, Napoleão Bonaparte, imperador francês, encontrava-se no mesmo terreno, em retirada após o fiasco da tentativa de Invasão Russa do ano anterior. No seu encalço, seguia o exército da Sexta Coligação formada pela Prússia e a Rússia, entre outras nações.

Ao aproximar-se de Lutzen, relembrou-se da velha batalha de 1633 onde perecera o grande Gustavo Adolfo, na altura aliado da França,  numa guerra onde a França era aliada da Suécia, e sendo um estudioso das artes e estratégia militar, decidira deslocar-se a Lutzen para recordar o emérito rei sueco, quem sabe seguindo o seu exemplo recobrar forças após a humilhante invasão gorada, ao mesmo tempo de proporcionar um momento de relaxamento na retirada.

Enquanto desfilava pelo campo de Batalha de 1632, com o seu séquito, fazendo uma espécie de memorial da Batalha ocorrida 181 anos antes, começou a ouvir disparos de artilharia sinal de que o exército russo-prussiano se aproximava. Não esperava que o exército russo-prussiano estivesse tão próximo daí o seu relaxamento para fazer um pouco de “turismo” fazendo um memorial a um campo de batalha onde pereceu um dos seus heróis, Gustavo Adolfo, mas o exército aliado inimigo conseguiu alcançá-lo precisamente em Lutzen, de forma que Lutzen passa a figurar nos anais da Histórias como palco de duas batalhas. Na batalha protagonizada por Napoleão, ele conseguiu deter a investida do exército coligado, detendo a sua perseguição e podendo respirar melhor na sua retirada de volta a França, sem no entanto sofrer pesadas baixas.

Dois anos depois, Napoleão seria deposto e exilado para a Ilha de Elba…

Não fosse Bonaparte um amante e estudioso da Guerra no passado e se calhar Lutzen não teria tido essa “sorte” de ser palco para duas batalhas…

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_L%C3%BCtzen_(1813)

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Os dois Portugais (urbano vs rural)

 

two pt rectangles with their backsToda a discussão que se vem assistindo nos últimos dois dias a respeito das touradas nas redes sociais parece-me condenada a cair em saco roto, como o sexo dos anjos. Já há muitos anos houve uma tentativa por parte de um grupo defensor dos animais de impedir a realização das Touradas de Barrancos, que se primam por serem as únicas onde não é cumprida o quase centenário banimento dos touros de morte no nosso país. Este ano o Partido dos Animais e Natureza (PAN), mais um grupo de cidadãos decidiu levar “atrever-se” a elevar a fasquia e tentar suspender a realização de toda e qualquer tourada no nosso país através de um projecto-lei.  O PAN foi mais avante e aproveitou para apresentar na autarquia lisboeta outra proposta para terminar com as touradas no Campo Pequeno. Mais tarde o Bloco de Esquerda apareceu a juntar-se ao PAN com a ideia de proibir as touradas na TV.

Toda a telenovela deste último mês pode ser consulta resumidamente no jornal Público. Verdade seja dita, desta vez acho que pelo mesmo princípio deviam proibir a matança do leitão, o abate de borregos, e também suspender quaisquer “números” envolvendo bestas em espectáculos circenses, para bem da coerência. Grupos estes que provêm do Portugal Urbano, que começou em Lisboa desde o século passado e que desdenha do Portugal Rural, o qual só salta para as notícias quando vêm notícias de calamidades (incêndios, desertificação, envelhecimento…). Este Portugal Rural teve origem praticamente desde o início da fundação da nacionalidade. Poder-se-iam dizer que muita da sua cultura e tradições virão desde tempos primevos. O folclore, as histórias fantásticas de criaturas fantásticas de mouras encantadas e outras criaturas que tais tudo são características desse Portugal Rural em vias de extinção e desaparecimento. No caso da região portuguesa de que sou residente, o Portugal Rural está condenado ao desaparecimento sob um mar de betão, campos de golfe, interesses económicos hostis que sabem manipular os fracos poderes decisórios da região, contorná-los a seu belprazer. O Algarve é tradicionalmente dividido em três zonas: Serra, Barrocal, Litoral. Os primeiros empreendimentos turísticos como alojamentos hoteleiros começaram todos no litoral, mas ao pouco foram encontrando também espaço para progredirem em direcção ao interior ao ponto já de termos um campo de golfe em plena serra (não vou dizer para lhes fazer publicidade). Lado a lado com o Algarve Rural, existia até há 50 anos um Algarve das pescas, todo ele centrado na pesca de uma espécie de peixe chamada Atum Vermelho. O definhar dos seus cardumes e a Nova Era do Turismo Massificado que começou nos anos sessenta com a construção do Aeroporto ditou uma viragem. O Algarve Rural vai sendo aos poucos substituído pelo Algarve como marca turística de destino de férias para todo o tipo de classes económicas.

Mas voltando atrás, e ao assunto com que iniciei este artigo, vejo nesta discussão de amantes vs. detractores das touradas um confronto entre este dois Portugais, o Portugal Moderno e Urbano dos centros urbanos em oposição com o Portugal Rural, antigo, milenar e ainda resistindo. Esta discussão das touradas tem tudo a ver com isso. Os animais nas cidades terão melhores condições de vida do que no campo !? Existem vegetarianos amantes de agricultura biológica a dar uso a solos abandonados no Interior do país. Já todos sabemos isso, as assimetrias litoral / interior, a debandada da juventude para o litoral ou para o estrangeiro. Estas tradições como as touradas e a matança do leitão que parecem rituais bacocos e sem sentido para quem nasceu e cresceu numa cidade e que olha todas as espécies de animais como animais de companhia, e passíveis de não serem alvo de sofrimento inútil e ignóbil, olhando para as touradas da mesma forma para os mais ancestrais combates de cães, grilos e galos.

Pessoalmente, nasci no Portugal Rural encostado ao litoral. Na minha infância, perdia a conta aos galos que ouvia cantar de manhã cedo que respondiam uns aos outros. Habituei-me a ouvir as partidas das traineiras para o mar ao sol nascente como melodia do próprio alvorecer. Nasci no Portugal Rural e Litoral antigo, mas eu não mudei de residência, tudo à minha volta é que mudou. A minha localidade de residência passou de lugar de residência permanente para estância de veraneio em 30 anos. Acabou a pesca, vieram os turistas. Foram-se os galos, as traineiras e todos os sons da natureza. Antigamente conseguia caminhar na falésia que liga a minha localidade com a sua vizinha a leste mais antiga a pé, sem obstáculos. Actualmente, já não é possível, por todo o lado, foram erguidas vedações, ou colocados cães de guarda, ou portões. Sinto saudades do Portugal Rural da minha infância. Vivi uns quantos anos da minha vida em Lisboa, e confesso que nunca me consegui adaptar a viver num local com tanta gente. Estava habituado a viver numa terra onde me habituava a ver todos os dias as mesmas caras no transporte público que me levava para a escola na sede do meu concelho. Quando fui estudar no Superior para a capital, foi isso que mais me custou, perder a minha “ruralidade” , ver caras diferentes nos transportes públicos todos os dias.  Tenho saudades da infância e da minha aldeia de pescadores (agora transformada em vila turística, cercada de prédios que estão vazios fora dos meses de Verão).

O Portugal Rural tem o seu quê de rude e animalesco é verdade, mas sempre foi assim desde há séculos. Habituados ao convívio com a Natureza, encontravam nos Touros de Lide uma forma de afirmarem o domínio da espécie humana no meio rural sobre as suas criaturas. Os rituais de uso de bovinos é milenar e há provas disso desde uma das primitivas civilizações (a civilização minóica, pré-clássica, de Creta). Mas estamos a desviar-nos do essencial.

O assunto aqui em questão é esta dicotomia Portugal Rural Antigo contra Portugal Moderno Urbano. O caso dos incêndios providencia também um excelente exemplo deste conflito. Mas isso ficará para outro tempo.

Apesar de tudo o que disserem, iremos continuar a ter corridas de touros no Campo Pequeno e outras praças no país e touros de morte em Barrancos. Mas, uma vez mais, as coisas podiam ser mais suavizadas. Derramar sangue na arena, e a assistência de menores era algo que poderia e devia ser legislado.

 

O que é que uma coisa tem a ver com a outra !?

1666 dutch map vs 1666 tesouro da nobreza

Duas versões do “presuntivo” Brasão do Reino do Algarve, ambas do século XVII: a da esquerda é holandesa e figura no Atlas Contractus de Johann Janssonius (1666), a segunda é portuguesa e é referida no Thesouro da Nobreza de Francisco Coelho (1675)

Na wikipédia tudo pode ser editado e tudo é editável e também pode haver membros da comunidade que, por opinião meramente pessoal insistirem num ponto de vista que quando descamba em desfavor, levam a discussão ao ponto de se auto-ridicularizarem. Foi o que aconteceu depois de um dos membros desta comunidade eliminar o brasão de armas que ilustrava a infocaixa do artigo da wikipédia sobre o Reino do Algarve sob o pretexto de o mesmo nunca ter sido usado pelas autoridades que governavam a província equiparada a um reino titulado, mas ser apenas uma fantasia criada por um ilustrador de mapas holandês do século XVIII. O que é certo é que o referido brasão figurou no artigo durante muito tempo sem ninguém o pôr em questão, assim como continuar a figurar no artigo homólogo da wikipédia inglesa e na espanhola . Fiquei um tanto espantado com a remoção, quando para mais o dito sujeito escusava-se sem demoras e sem explicar as razões da sua acção. Decidi repõr o brasão na infocaixa. Resultado: um “senhor administrador” qualifica a minha acção como “vandalismo”, colocando-se do lado do outro indivíduo detractor do brasão do Algarve, provavelmente seu “protégé”. Confronto este sujeito, e a resposta dele é pôr-me na frente a “carta de princípios da Wikipédia” com a ideia de que quem insere informações é quem as deve provar depois ( aquilo a que o fulano chamou “Ónus da Prova“). Em primeiro lugar, não fui eu que adicionei o brasão, ele esteve patente durante algum tempo, e sou tratado pelo sujeito, que venho a saber é um sysadmin da Wikipédia, como se fosse quem tivesse inserido o brasão, para além de ter sido tratado como se fosse um “vândalo“. Isto levou-me a pensar que a wikipédia é controlada por indivíduos que, abusando do seu poder dentro da comunidade, fazem valer as suas opiniões em função do estatuto que têm na sua comunidade e podem tratar qualquer colaborador (eu, por exemplo, que já tenho umas quantas centenas, senão milhares de bytes de texto editado na Wikipédia portuguesa) como se fosse um vândalo caso estes expressem opiniões contrárias às suas. Volto a confrontar o sujeito na página de discussão do artigo, ele finalmente, após várias vezes solicitado da minha parte para explicitar os seus motivos, lá se descose, e diz porque não acredita este brasão alguma vez ter sido utilizado pelo Reino do Algarve enquanto ele existiu (desde 1249 até 1834, fim da monarquia absoluta), quando fui substituído pelo “Distrito de Faro”. Apesar de tudo diz que o desenho existe, é um facto, mas foi usado apenas por ilustradores de mapas e nunca por portugueses e que hoje ele é apenas conhecido por algures no século XX, a câmara municipal de Silves, quando pretendeu redesenhar o seu brasão, ter perguntado à Sociedade Portuguesa de Arqueologia, na altura a autoridade portuguesa em termos de Heráldica, ter proposto a redefinição do brasão de Silves inspirando-se nos rostos dos reis mouros e reis cristãos que figuram no tal escudo, acto que levou a que as restantes autarquias algarvias também requeressem a mesma “renovação” do seu brasão de armas, tornando-se um denominador comum de todos os brasões dos municípios da região, a presença de um rei mouro e um rei cristão no escudo da autarquia. E que só depois disto é que toda a gente começou a pensar que o “Reino do Algarve” teria tido no passado usado este escudo em virtude desta reforma das armas. Mas, eu fui consultar outras fontes, e graças a elas, descobri num armorial português do século XVII – o “thesouro da Nobreza“, quase da mesma época que o Atlas holandês que deu a primeira versão do brasão, que surge um brasão quase idêntico, com a diferença de figurarem dois rostos em vez de apenas um em cada um dos quartéis do escudo algarvio e, claro de faltar a coroa e as cores amarela e vermelha do fundo dos quartéis. Não sei se Francisco Coelho, autor do Thesouro terá estado em contacto ou teve conhecimento do Atlas Contractus do holandês Johan Janssonius, mas se não esteve, a coincidência é boa demais para se tratar de um mero acaso, a grande semelhança entre os dois escudos. Quando confrontado com o escudo proveniente do armorial português, o meu correligionário da wikipédia pergunta “O que é uma coisa tem a ver com a outra?”. Eu estive para responder “O que é que o c… tem ver com as calças?”. Mas, dada uma das regras da wikipédia é não levar a discussão do tema para o tom de ataque pessoa, decidi ser sarcástico e expressar o que minha na alma de uma forma subtil. A discussão acabou por ali, pelos vistos o meu caro correligionário não gostou da minha ironia enquanto outro utilizador, observador, veio propor tréguas afirmando que o escudo poderá aparecer no artigo, mas não na infocaixa, proposta que aceitei de imediato, sem qualquer resposta por parte do senhor “sysop” da Wikipédia que provavelmente virá todos os verões apreciar o nosso Algarve, e não lhe agrada que o Algarve no passado tido um estatuto de “Reino”, se bem, a bem da verdade, apenas de uma forma simbólica e formal, e porque não a sua região (que desconheço qual seja) não deveria ter tido também esse direito. A discussão que tive com o sujeito está toda aqui.

António de Andrade – o primeiro europeu em terras do Dalai Lama

res-6619-p_0011_rosto_t24-c-r0150Esta semana, a rubrica histórica da Antena 1 chamada “Histórias da História” decidiu dedicar o programa ao padre jesuíta António de Andrade, que foi o primeiro europeu a encabeçar uma expedição ao que chamou então o “Gram Cathayo, ou Reinos de Tibet” . À semelhança de António Tenreiro foi mais um dos portugueses que empreendeu viagens terrestres e teve mais oportunidade de as narrar em primeira pessoa em obra impressa.

Podcasts:

  1.  1º episódio (Segunda-feira, 16 de Abril)
  2.  2º episódio (Terça, 17)
  3. 3º episódio (Quarta, 18)
  4. 4º episódio (Quinta,19)
  5. 5º episódio (Sexta,20)

A RTP já havia dedicado um documentário em vídeo a esta viagem que está disponível no RTP Play.

A obra original impressa de António de Andrade está disponível online na Biblioteca Nacional Digital assim como uma edição já do século XX revista e comentada.

 

Ataíde de Oliveira (1842/3? – 1915) – qual o verdadeiro ano de nascimento ?

Screenshot-2018-3-20 PT-ADFAR-PRQ-SLV02-001-00009_m0202 jpg - Baptismos - Arquivo Distrital de Faro - DigitArq
Francisco Xavier Ataíde de Oliveira, natural da freguesia de Algoz, um dos primeiros algarvios a mostrar na escrita o amor ao seu Algarve. Essencialmente como monografista  (para não dizer antropólogo), mas também como escritor, jornalista e etnógrafo, sendo conhecido pela sua recolha de Contos de Mouras Encantadas, sua primeira obra de maior sucesso, seguida pelas inúmeras monografias que escreveu. Nos primeiros resultados de uma pesquisa on-line pelo seu nome, o ano de nascimento aparece 1842 na wikipédia e neste site da Direcção Geral do Património e 1843 noutros. Continuar a ler

António Tenreiro – o explorador desconhecido

António Tenreiro é praticamente um desconhecido para a maioria dos portugueses, foi um viajante português do século XVI, anterior a Camões e a Fernão Mendes Pinto, que encetou uma viagem por terra da Índia para Portugal, uns dizem para servir inicialmente da embaixada de D. João III ao xá da Pérsia, outro para servir de espião junto dos persas que nessapicture_from_156027s_1st_edition_of_do_itinerario_de_antc3b3nio_tenreiro altura ameaçariam Ormuz, onde Afonso de Albuquerque havia erguido uma fortaleza que controlava um dos acessos ao Oceano Índico. Em 1528 enceta uma viagem de regresso a Portugal por terra de que dá conta em 1560, numa publicação em Coimbra que passou à posteridade como Itinerário , do título completo Itinerário de António Tenrreyro, cavaleyro da ordem do Christo, em que se contem como da Índia veo por terra a estes Reynos de Portugal.  . Pouco se sabe desta personagem, escondida no negrume da história, que foi cavaleiro da Ordem de Cristo. Provavelmente, a sua faceta de espião levou ao facto de ter permanecido esquecido. Continuar a ler

Os mongóis : A Expedição de Subudei na Europa de Leste: as Batalhas do Rio Kalka (1223) e Legnica (1241)

A expedição do general mongol Subedei (inglês Subutai), adido de Gengiscão no Cáucaso e os primeiros contactos dos mongóis com os comerciantes da República de Veneza nos portos da Crimeia, que de certo modo, foi o prenúncio da viagem épica de Marco Polo à China neste video do belo canal de Youtube sobre batalhas históricas Kings and Generals. Subedei derrotou os russos, os polacos e os húngaros e preparava-se para invadir o que é hoje a Alemanha quando Ogudei, filho de Gengiscão morreu e foi obrigado a regressar às províncias orientais para esmagar uma revolta. A Europa cristã safou-se de um invasor oriundo das estepes asiáticos, como os hunos haviam sido 800 anos antes. Os vídeos são todos em inglês.